Construindo com Papai & Mamãe: Tipos de crí­tica e ouvintes

Esse texto é especial para os podcasters, mas também pode servir para você, ouvinte. Quem sabe você não se posiciona melhor em relação í s crí­ticas ao seu podcast favorito ou ao que tem potencial, porém não te agradou. Então vamos começar com conceitos: crí­ticas construtivas e destrutivas.

Ouvintes

A crí­tica construtiva não é aquela que vem só pra elogiar. Muito pelo contrário: é aquela crí­tica que vem apontar determinadas falhas no conteúdo, mas com o intuito de gerar melhorias. Ou seja: nada de palavrões, xingar, comparar com outro podcast dizendo que o outro fez melhor (pois já conversamos antes sobre cópia e inspiração) e coisas de criancinha mimada, sabe? Crí­tica construtiva é você apontar – EDUCADAMENTE – o trecho que não esteve do seu agrado e SUGERIR como poderia ser melhor abordado. E a melhor forma de dizer isso, é inserir o clássico -œVocês falaram sobre X, Y e z, mas esqueceram de informar tal coisa, que é muito importante também-.

OuvinteO podcaster vai receber isso como um bom apontamento e se dedicar mais na próxima montagem de pauta. Basicamente a crí­tica construtiva é aquela análise onde apontamos o defeito e ajudamos a consertar.

A crí­tica destrutiva é a mais comum que existe, muito difundida pelos indiví­duos chamados HATERS! Como disse no meu primeiro post, a internet permitiu – através de sua democracia ampla que dá voz inclusive a quem deveria ficar calado – que muitas pessoas se escondessem atrás de seus teclados para desferir agressões í distncia. Seja porque o ~camarada~ é um devoto obtuso de um programa e acha que o pessoal que sua produção é única, seja porque ele não aceita crí­ticas aos seus í­dolos podcastais jogadores de bocha ou simplesmente pelo prazer de infligir revolta a todos. Isto é problema sério de retenção anal, pois só consegue a atenção dos outros quando vem pra -œcausar-, como dizem.

Este é o tipo de indiví­duo que, acima de tudo, se sente ameaçado em sua zona de conforto. O sujeito que diminui os outros para se enaltecer ou ainda instiga uma briga pra ver o circo pegando fogo. Qualquer coisa que venha de maneira ofensiva e sem sugestões de melhoria é digno de nada mais, nada menos do que exclusão de comentário e bloqueio de IP. Afinal, só porque o podcast é de graça não te dá direito de transformá-lo num pardieiro. Isso não é problema de ego do podcaster: é critério de educação.

Podcasters

Falamos das linhas que um ouvinte deve ou não seguir para ter uma boa participação e entrosamento com seus amados podcasters. Agora, vamos falar COM os podcasters. Vocês também devem ter mais critérios para orientar o crescimento do seu produto. Isso se dá a quais comentários devem influenciar a manutenção do seu produto: os comentários de ouvintes “papai” ou “mamãe”? Vamos a eles:

Podcaster-œOuvintes Mamãe- são aqueles ouvintes que sempre vêm na sua página pra se rasgar em elogios, atribuindo belos nomes a tudo o que você faz e fazendo com que você sempre acredite que está tudo um mar de rosas no seu podcast… Quando na verdade tem coisa que não condiz com o discurso positivista dela. O -œouvinte mamãe- acha que está ajudando quando, na verdade, está prejudicando o desenvolvimento do podcast. É aquele público que te protege da realidade do cenário da produção de conteúdo e que te estagna naquela calmaria que está acostumado a ouvir. Ele nem faz isso por mal, mas acaba fazendo. Aceite de braços abertos os elogios do ouvinte mamãe, mas saiba que até a mãe do jogador Amaral dizia que ele era bonito.

-œOuvintes Papai- são aqueles que dizem a verdade, mas pro seu bem. É aquele que vai te dar o toque do que tá bom e do que tá ruim, com um argumento embasado e que vai perguntar se você já fez o dever de casa direitinho… Mas ele te ama. Entenda que a pessoa que te avisa de algo errado é a pessoa que quer que você faça o certo. Do contrário ele deixaria que você se consumisse em sua própria mediocridade tendendo ao fracasso. Um ouvinte papai, com crí­ticas construtivas, é o comentador perfeito pra qualquer podcast.

Vencedor é aquele que sabe o quío ruim é o gosto da derrota, mas sabe quando a mereceu. Aceite sua derrota como um vencedor, ciente de que fez o seu melhor e de que mesmo com uma crí­tica negativa não quer dizer que ela tenha que ser destrutiva. Ela está ali para que você entenda o desafio do percurso.

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Comentários ácidos podem causar haftas.