Transmí­dia, Crossmí­dia e audios incorporados | Mundo Podcast 

Transmí­dia, Crossmí­dia e audios incorp.

5 outubro 2013 Por Kell Bonassoli
Transmí­dia, Crossmí­dia e audios incorp.

O mais novo grupo para discussío sobre a mí­dia podcast, criado por Thiago Miro, no Facebook, tem sido grande fonte de reflexío e berço de muitas ideias e parcerias.

Podcast Discussões foi criada com o diferencial de nío permitir links de mera divulgaçío, evitando desta forma que milhares de notificações fossem geradas apenas com o objetivo de autopromoçío, ao invés disto, o espaço proposto é de informaçío e participaçío democrática sobre a mí­dia podcast e a prática do podcasting.

Foi em uma destas discussões que surgiu um questionamento sobre a disparidade entre assinantes do feed e visitantes do site e um anseio por estratégias que pudessem equilibrar estes números.

 “Sempre quando penso em divulgaçío da mí­dia podcast para novos ouvintes, penso em como deve ter sido a divulgaçío do rádio para quem nío conhecia a mí­dia… ou entío a divulgaçío da televisío como deve ter sido… Infelizmente, essas mí­dias se popularizaram por serem mí­dias de massa e terem usos regulamentados legal e governamentalmente… o rádio começou como rádio amador e passou aos poucos como sendo canal de divulgaçío de informações. Nos EUA, isso foi base para a agricultura, pois as informações de meteorologia e mercado eram passados via rádio amador. Aos poucos, pela falta de canais disponí­veis, o governo interveio e passou a regulamentar o uso dos canais de rádio – e com isso iniciou-se a popularizaçío da mí­dia… Com a televisío foi parecido, pois as pessoas já conheciam o rádio e a TV foi vendia como um rádio com imagens. Muitos dos programas radiofônicos passaram a ser televisionados e o entretenimento passou a ser assim…

Pra mim, a questío do podcast está vinculado principalmente a seu canal de transmissío: a internet. A popularizaçío do podcast depende da popularizaçío da internet. Nío adianta querer ter tantos ouvintes se nío temos tantos internautas antes. Ao mesmo tempo, temos que perceber que mesmo uma pessoa conhecendo a mí­dia, pode nío se interessar pelo conteúdo abordado pelo programa – o que nío garantiria o público. E o fundamental de tudo para o sucesso e propagaçío do podcast é a fidelizaçío do ouvinte através do feed. O feed fideliza o ouvinte, pois todas as novas atualizações ele irá receber e a liberdade de ouvir o podcast permitirá que ele crie sua rotina de audiçío – o que vejo ser uma das maiores forças da mí­dia, comparada a outras. Ele pode fazer isso sem o feed? Claro que pode. Mas a açío de baixar individualmente cada episódio pode fazer com que ele nío baixe tanto assim quando alguém que assina vários feeds. Dessa forma, um assinante pode ouvir muito mais podcasts do que um site-baixante – ajudando a propagar ainda mais a mí­dia e os vários programas…

Nío é í  toa que temos tantos podcasters nos EUA (paí­s que constrói seus podcasts basicamente em cima dos feeds e do iTunes e outras plataformas semelhantes) quanto temos ouvintes no Brasil…” – Pablo de Assis

E qual seria a soluçío para o podcasting nacional? Como auxiliar neste equilí­brio?

Diferente do modelo americano, que muitas vezes é divulgado única exclusivamente no feed e nío dispõe de conteúdo adicional em um blog ou site, o podcaster brasileiro costuma manter blogs profissionais e com conteúdo diversificado em paralelo ao seu produto podcast, muitos blogs tem mais acessos do que assinantes no feed simplesmente por destacaram-se no ranking de pesquisas do Google por seus artigos, resenhas ou reviews, alguns produtores de conteúdos mantém inclusive videologs no Youtube, lojas virtuais de camisetas e canecas e participam de eventos tais como palestras, lançamento de livros e outras iniciativas ligadas ao nicho de seus programas.

Desta forma, é natural encontrar dificuldade para atrair o leitor de postagens para a mí­dia sonora, pois mesmo que alguns de seus usuários façam a audiçío no próprio site, muitos deles chegaram até a página da internet através de pesquisa ou citaçío vinculada a seus outros conteúdos e nío através do podcast.

Para ajudar a responder estas perguntas, trouxe í  tona os conceitos de crossmí­dia e transmí­dia, a análise do modelo de divulgaçío utilizado pelo podcast Papo Lendário além de algumas sugestões e recursos que você pode usar a partir de já.

Crossmí­dia X Transmí­dia

A matéria do site Midiatismo ilustra com simplicidade e precisío a diferença entre estes conceitos:

Transmí­dia (do inglês transmedia), um conceito muito utilizado para explicar ações que sío desenvolvidas utilizando diferentes plataformas – ou mí­dias – simultaneamente.

Crossmí­dia vem do inglês crossmedia e significa -œcruzar- – ou -œatravessar- – a mí­dia, ou seja, levar o conteúdo além de um meio apenas.

Ou seja, se você replica o seu podcast em várias plataformas, como por exemplo no seu feed e no Youtube, você está fazendo crossmedia, se você criar conteúdos que se complementem e usar meios diferentes, como por exemplo uma chamada de ví­deo antecipando o tema do podcast, ou um link no seu podcast que leve a um conteúdo extra no blog, aí­ é transmí­dia.

Descriçío gráfica dos meios de transmissío de informaçío se alinhando formando a transmidí­a.

Papo Lendário

Certamente existem outros exemplos, mas um modelo simples e eficiente é o utilizado pelo Papo Lendário, que consiste em um trailer com imagens que dío a pista para o próximo episódio.

Nada muito elaborado e que gera participaçío do público além de ser uma forma de estar presente em outra mí­dia (Youtube) com um conteúdo que é complementar e nío a repetiçío do próprio podcast.

Audios do AudioBoo incorporados ao twitter

Em tempos de mobilidade e smartphones, tudo o que é rápido e de fácil degustaçío é sempre bem vindo.

A plataforma social AudioBoo passou a tocar áudios de sua plataforma diretamente nos tweets do Twitter. Agora você pode publicar um áudio no Audioboo e ao postar o link na rede do passarinho azul, o player é carregado para execuçío.

Uma ótima ideia para tweets de áudio que podem ser uma maneira de impactar seu ouvinte antes mesmo de ele clicar em um link externo para o seu blog.

íudios do Spreaker

A plataforma Spreaker tem sido utilizada como servidor de podcast por muitos produtores de conteúdo americanos, conforme constatei no grupo que participo no Linkedin e Facebook.

O serviço permite 10 horas de gravaçío gratuitamente e já conta com feed. Uma ótima opçío para pequenos produtores, podcasts amadores ou microcasts que nío querem ter trabalho com blog.

O serviço oferece embed code para incorporar o player em outros sites/blogs e você pode divulgar nas suas redes sociais. É bonito, organizado e já pensado para a mí­dia, além de oferecer estatí­sticas de acesso via plataforma.

Por sua simplicidade também pode ser uma boa pedida para ações mais rápidas, pequenas chamadas e conteúdo extra ao feed.

Dicas para ser transmidiático

Ao invés de tentar cobrir todos os aspectos de um tema usando apenas áudio, tente particionar este tema e criar vários formatos complementares em diversas mí­dias.

Linkando as mí­dias  Você pode criar um post no blog, criar imagens no tumblr e facebook, um ví­deo no Youtube, um hangout, um evento ao vivo. Digamos que seu tema seja Contos de Fada no post você faz uma lista sobre os 10 contos mais famosos de todos os tempos. No tumblr você coleta várias imagens de livros antigos e versões curiosas de personagens dos contos de fada. No Youtube você promove um hangout para conversar sobre os contos que todos amamos e no seu podcast você fala sobre o tema e divulga um link encurtado com um post especial fazendo o apanhado de todas estas informações que você colocou em meio digital.

Melhor ainda.

Crie um panfleto com um QR code e distribua em um evento e faça este QR code apontar para o seu post especial.

Inclua algo interessante e extra: eu adoro ganhar coisas, adoro saber mais e principalmente adoro a sensaçío de economizar tempo. O efeito surpresa pode ser ainda melhor se você oferecer algo para o seu público como por exemplo uma coletnea de pdfs em domí­nio público com os contos que você abordou no podcast. Ou uma senha para acessar um post secreto com erros de gravaçío do podcast ou a resposta para uma pergunta que você deixou no ar ao final do programa.

Cite a si mesmo: toda vez que você fizer um post ou algo em que você revisite o seu conteúdo podcastal, nío deixe de citar a si mesmo linkando para o podcast. Se o leitor chegou ao seu blog via Google, será uma ótima maneira de chamá-lo para ouvir os episódios. “Debatemos este assunto no podcast 71 no qual abordamos se o Lobo Mau era de fato um vilío ou o amante de Chapeuzinho”

Tem mais um monte de possibilidades envolvendo aplicativos para celular, games, conteúdo impresso, divulgaçío via sms e através de outras tecnologias, mas creio que com estas dicas você já consiga botar várias ideias para funcionar.

Espero que tenha curtido. Volte aqui para nos contar se deu resultado e até o próximo Kellices 😉