A Tecnologia do Feed RSS para Podcasts - Mundo Podcast 

A Tecnologia do Feed RSS para Podcasts

15 outubro 2015 Por Leonardo Tremeschin
A Tecnologia do Feed RSS para Podcasts

Trabalho de Conclusío de Curso apresentado í  Faculdade de Tecnologia da Zona Sul – Fatec-ZS, como exigência parcial para a obtençío do tí­tulo de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.


RESUMO

O podcasting é a mí­dia na qual se produz o podcast, esta mí­dia é recente e se utiliza da internet através da tecnologia de feed RSS, relacionando-se assim com a linguagem de marcaçío XML. Esse artigo mostra a relaçío do podcasting com o rádio para apresentar suas caracterí­sticas próprias, e principalmente a tecnologia feed RSS e como criar um feed de podcast, apresentando o código XML que o compõe e tutoriais para a criaçío do mesmo. E por fim refletir qual o ní­vel de dificuldade existente na criaçío de um programa de podcast.

INTRODUí‡íƒO

Por ser uma mí­dia basicamente sonora, o podcasting é normalmente comparado ao rádio, tendo sim suas semelhanças, mas que, diferente do rádio tradicional onde sua produçío é feita em estúdios com equipamentos sofisticados e equipe profissional. O podcast é o produto da mí­dia podcasting, e pode ser produzido por uma única pessoa, apenas possuindo um computador conectado a internet e um microfone, e sem a necessidade de um estúdio. A diferença entre as mí­dias vai além disso, pois a tecnologia em volta do podcast dá caracterí­sticas próprias, que serío pontuadas em seguida. Tal tecnologia é o chamado feed RSS, um formato de arquivo baseado na linguagem de marcaçío XML.

Essa tecnologia é fundamental para diferenciar podcast do simples áudio na internet, pois mesmo que um episódio de podcast possa também ser baixado ou escutado através da internet, assim como qualquer outro arquivo de áudio, o feed RSS dá ao podcast sua caracterí­stica de assinatura, onde de certa forma nío é preciso mais ir até o site, ou onde quer que o arquivo esteja hospedado, em um segundo momento após ter feito a assinatura do programa.

Em relaçío í  produçío do arquivo de áudio em si, nío é preciso muitos materiais e nem conhecimento aprofundado. Por outro lado, a tecnologia que se relaciona ao conceito de feed do podcast nío é algo comum a todos. Por isso, o artigo tem como objetivo apresentar o conceito de podcast, suas caracterí­sticas singulares e toda a tecnologia em volta da produçío do feed. É importante esclarecer que nío será abordada, de forma direta, a tecnologia da produçío do arquivo, apenas o feed, pois este é o que gera a definiçío do podcast. Ao apresentar tal tecnologia, mostra-se a origem desta, seu funcionamento e sua relaçío com a linguagem XML. Isso partindo de três diferentes tutoriais das diversas formas existentes de se criar um podcast, desde a forma manual do qual o usuário escreve diretamente o código XML do podcast, passando pelo podpress do qual se utiliza telas bastante interativas, até o formato que usa o dropbox para hospedar os arquivos, e cria-se o feed em poucos passos.

Com isso esse artigo servirá para refletir sobre qual grau de dificuldade existente ao criar feed de podcast, mesmo este precisando de poucos recursos.

O PODCAST EM RELAí‡íƒO AO RíDIO

Segundo Assis (2011), enquanto o rádio iniciou a emissío radiofônica, um broadcasting sem fio, o podcast inicia o podcasting, sendo este uma transmissío midiática pela internet que utiliza a tecnologia de feed RSS. Com isso vemos que o avanço tecnológico fez com que a experiência sonora nío se limitasse ao rádio.

homem falando ao microfone, podcastingO mesmo autor declara que tanto o podcasting quanto a radiodifusío sío emissões sonoras, para tanto temos semelhanças, como a relaçío entre locutor e ouvinte, ambos se dirigem diretamente aos seus ouvintes, tanto que é comum os podcasts terem sessío de leitura de e-mails em seus episódios criando uma intimidade com seu público. A comparaçío entre ambas as mí­dias é algo comum, parte do que se produz no podcast também é produzido no rádio, da mesma forma que outras mí­dias também compartilham disso, exemplo de noticias que podem ser passadas pelo rádio ou em meio impresso, ou dramas que podem ser produzidos tanto no teatro quanto no rádio.

Mas apesar das semelhanças que ambos partilham por serem mí­dias auditivas, suas diferenças sío também notáveis, diversas caracterí­sticas podem ser atribuí­das ao podcast, que o fazem se diferenciar do rádio e acabam lhe tornando uma mí­dia única. Segundo Primo (2005), -œo podcasting surge como um novo processo midiático na internet, e que oferece formas particulares de interaçío-.

De acordo com Assis (2010) um programa de podcast é atemporal, portanto enquanto o feed e o arquivo estiverem disponí­veis na internet o episodio de um podcast poderá sempre ser baixado, outro aspecto de sua atemporalidade é o fato de após o arquivo ser baixado o ouvinte pode escuta-lo quantas vezes quiser e quando quiser, podendo pausar o episodio í  livre escolha, nío estando preso a um horário como ocorre no rádio. Ligado a isso está também a caracterí­stica off-line que um episódio de podcast possui, pois apesar de ser necessário acessar a internet para que o arquivo seja baixado, este poderá ser consumido estando o usuário desligado da internet, isso o diferencia das chamadas webrádios.

Primo (2005) relata que outra particularidade do podcast é que apesar de ser uma mí­dia primariamente sonora, também permite uma experiência multimí­dia e hipertextual, pois cada episódio pode trazer imagens, que podem ser vista nos reprodutores de áudio como Itunes, um Ipod, etc. Além de conter um link para a pagina na web.

DEFINIí‡íƒO

Para Luiz et al (2010) -œpodcasts sío programas de áudio, cuja principal caracterí­stica é o formato de distribuiçío que os diferencia dos programas de rádio tradicionais e até de audioblogs e similares, o podcasting-.

Assis (2010) explica que o podcasting seria entío a forma de distribuir os chamados podcasts, e isso ocorre através de um feed RSS. Através de um arquivo XML que é atualizado junto ao site em que se encontra o arquivo, ou seja, assim que um episódio de um podcast é colocado no site, o feed, utilizando-se da linguagem XML, avisa o agregador de feeds sobre tais atualizações, este último por sua vez, reconhecendo o arquivo pela Tag enclosure, e baixa o arquivo automaticamente.

Segundo Alvarez (2009) -œpodcast nío é mais que um RSS no qual se adicionam arquivos multimí­dia, sejam áudios em formatos como MP3, ou ví­deo (neste caso se fala de videocast)-.

Tais termos, como feed, RSS, XML, agregador e enclosure serío explicados detalhadamente mais adiante, por enquanto é preciso apenas entender que eles sío imprescindí­veis para o conceito de podcast, pois sío esses que dío a caracterí­stica de mí­dia através de assinatura do podcast.

ORIGEM DO TERMO

O nome dessa mí­dia foi, pela primeira vez, sugerido por Ben Hammerleys, em seu artigo para o jornal britnico The Guardian, em 12 de fevereiro de 2004. Onde ele se referia a programas de áudios disponibilizados na internet que, utilizando da tecnologia feed, seriam baixados automaticamente para o computador do ouvinte após esse assinar o feed, assim este nío precisaria mais ir ao site produtor para receber novos episódios.

O termo podcasting, e por sua vez a palavra podcast, é a junçío das palavras Ipod, o famoso tocador de mí­dia digital da empresa Apple, e broadcasting, expressío que significa transmissío em massa de informaçío (muitas vezes traduzido como radiodifusío).

Luiz et al (2010) mostra que apesar da referencia do nome, essa mí­dia nío é limitada ao Ipod, podendo ser distribuí­da por quaisquer outros tocadores de mí­dia digital, tanto que dois anos depois da criaçío da palavra, concorrentes do Ipod começaram a dar outro significado ao termo, dessa vez sendo Personal On Demand broadCAST, podendo ser traduzido como transmissío pessoal sob encomenda, o que ainda faz jus í s caracterí­sticas dessa mí­dia.

PODCAST

ORIGEM DA TECNOLOGIA

Segundo Luiz et al (2010) em 2004 já era comum encontrar programas em arquivos de áudio na internet, no entanto a cada nova ediçío de um programa, o ouvinte era obrigado a entrar no site para fazer o download do programa para entío poder ouvi-lo. Enquanto Hammerleys foi quem batizou essa mí­dia como podcast, outros três nomes podem ser associados í  origem da mí­dia quanto a sua tecnologia, Adam Curry, Kevin Marks, e Dave Winer.

Em 2004, Adam Curry e Kevin Marks desenvolveram um método para transferir áudios disponibilizados através do RSS para o agregador iTunes, da Apple, criando para esse agregador um protocolo de leitura e interpretaçío de feed, com uma tag especifica de enclosure, este tipo de enclosure por sua vez foi criado por Dave Winer um ano antes.

Dave Winer criou entío um enclosure capaz de assinar arquivos de áudios usando o RSS, dessa forma o download do arquivo é feito automaticamente. Isso foi feito em 2003 para que o jornalista Christopher Lyndon disponibilizasse uma série de entrevista na internet.

A seguir está o formato da tag enclosure (em destaque) dentro de um código XML:

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<rss version="2.0">
<channel>
<title>W3Schools Home Page</title>
<link>http://www.w3schools.com</link>
<description>Free web building tutorials</description>
<item>
<title>RSS Tutorial</title>
<link>http://www.w3schools.com/rss</link>
<description>New RSS tutorial on W3Schools</description>
<enclosure url=http://www.w3schools.com/media/3d.wmv length="78645" type="video/wmv" />
</item>
</channel>
</rss>

Onde url= se refere ao endereço do arquivo, length ao tamanho (em bytes) do arquivo, e type ao tipo do arquivo.

TECNOLOGIA ENVOLVIDA

Um dos objetivos desse artigo é apresentar a tecnologia envolta no podcasting. Como visto anteriormente, podcast nío é simplesmente um áudio que se consegue escutar através da internet. Três conceitos abordados sío XML, feed (e por sua vez RSS) e agregadores de feed.

Feed RssA criaçío de um podcast está relacionada ao XML (eXtended Markup Languange), uma linguagem de marcaçío. Como criaçío, entende-se aqui o desenvolvimento dessa linguagem e todo processo necessário para geraçío do feed, fazendo com que o arquivo de áudio possa ser assinado em um agregador, e deixe de ser apenas um programa de áudio via internet. Será deixada de lado a criaçío técnica voltada para a gravaçío, captura de som, ediçío, conceitos comuns na produçío de um episódio de podcast.

O feed por sua vez está relacionado tanto a criaçío do podcast quanto ao uso (assinatura) do mesmo, visto que o produtor irá gerar um feed (através de XML) de seu podcast, e o ouvinte irá assinar tal feed em um agregador de sua preferencia para que o mesmo baixe automaticamente sempre que surgir um novo episódio.

E por fim, os agregadores de feed, que possuem a funçío de ler o feed, encontrar o arquivo (podcast) e baixa-lo.

A LINGUAGEM XML

Pereira (2009) explica que XML significa eXtensible Markup Language, em português é uma linguagem de marcaçío extensí­vel. E uma linguagem de marcaçío é um conjunto de códigos dos quais podem ser usados com dados ou textos que serío lidos por computadores e pessoas. Enquanto o HTML é uma linguagem de marcaçío usada para formatar um website, o XML serve para padronizar uma sequencia de dados, organizar, separar o conteúdo e uni-lo í s demais linguagens.

Segundo Almeida (2002) a linguagem XML foi idealizada por um engenheiro da Sun Microsystems, chamado Jon Bosak, criada em 1996, derivada da linguagem SGML, e reconhecida pelo W3C em 1998.

Existem diversas linguagens de marcaçío além do XML, como por exemplo: CFML, GML, HTML, KML, LexML.

O XML por sua vez é chamado de extensí­vel pois define os elementos de marcaçío. Essa linguagem serve para criar documentos com dados organizados de forma hierárquica. Segundo Almeida (2002), o XML -œpossibilita ao autor especificar a forma dos dados no documento, além de permitir definições semnticas-, além de permitir a troca de dados na internet

O RSS segue os padrões do formato XML, Pereira (2009) diz que -œquando você recebe atualizações vindas de uma assinatura de RSS, isso só foi possí­vel porque a fonte em questío disponibilizou um arquivo XML que pode fornecer o feed ao programa que fez a leitura instalado em seu computador.-

O FEED RSS

Passarin e Brito (2005) relatam que o RSS é um formato de arquivos escritos em XML, significa Really Simple Syndication, e surgiu com objetivo de tornar padrío o modo de se distribuir conteúdos estruturados em diferentes sites na internet. Essa distribuiçío se chama feed.

Segundo Picío (2007), -œRSS é um subconjunto de -œdialetos- XML que servem para agregar conteúdo ou -œWeb syndication- podendo ser acedido mediante programas/sites agregadores-.

Passarin e Brito (2005) descrevem a estrutura de documentos RSS, sendo estes, compostos pelo elemento <rss> junto ao atributo version, que por sua vez defina a versío deste. Em um feed RSS existe um sub-elemento denominado <channel>, nesse estío representadas as informações relacionadas ao feed, tais como tí­tulo, descriçío, linguagem, etc. Também podem possuir vários <item> que sío sub-elementos utilizados para as informações do conteúdo em si do feed, tais informações podem ser titulo do conteúdo, link de acesso, descriçío.

Utilizando-se dos chamados feeds, o RSS se relaciona a um conteúdo na internet (blog, site, etc), de forma que este possa ser entendido pelos chamados agregadores, e assim tais programas apresentam tal conteúdo e atualizam-se junto ao site (ou outro tipo) assinado. Essa automatizaçío faz com que o usuário nío precise visitar cada um dos sites, já que o agregador suporta diversas assinaturas de feed de diversos sites diferentes.

RSS FEED

AGREGADORES DE FEED

O agregador de feed é o programa capaz de receber um feed RSS e organizar as informações que sío vistas de forma final pelo usuário. E assim permite o recebimento de conteúdo sem que o usuário precise acessar o site para recebê-lo.

De acordo com Foschini e Taddei (2014), um agregador de feed é um -œleitor de arquivos RSS. Pode ser instalado no computador ou ser baseado na web-.

Luiz et al (2010) explica que basta estar com o agregador ligado e conectado í  internet para que o usuário receba o programa assinado em seu computador. O iTunes, da Apple, é o agregador mais popular, tais softwares analisam o conteúdo XML do feed e capturam os arquivos MP3. Outro agregador existente é o Juice, criado pelo próprio Adam Curry.

CRIANDO UM FEED DE PODCAST

Existem diversas formas de criar e distribuir feeds para podcast, a mais básica é a criaçío manual de um arquivo XML, onde o podcaster pode digitar as tags em um editor de textos e atualizar no site via ftp.

Assis (2010) defende que a forma mais utilizada de se criar um feed é usando o site ou blog do podcast, no WordPress, por exemplo, existem plug-ins que fazem isso, atualizando o XML do feed automaticamente com as informações do podcast e do post.

TUTORIAIS

A seguir se apresentam tutoriais de como criar um feed de podcast. Enfatiza-se que existem inúmeras outras formas além das apresentadas nesse artigo.

CRIAí‡íƒO MANUAL

Miro (2014) explica que para criar um feed manual é preciso inserir o código em UTF-8, editores de textos populares como Microsoft Word ou o bloco de notas do Windows nío aceitam esse formato, mas existem outros que aceitam, basta baixa-los e coloca-los em codificaçío UTF-8, como exemplo tem o Notepad Plus.

1° Passo: Coloque o código a seguir no documento do editor de texto. Este será o cabeçalho.

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0">
<channel>
<itunes:category text="Category"/>
<itunes:category text="Category"/>
<itunes:category text="Category"/>
<itunes:category text="Category"/>
<itunes:category text="Category"/>
<itunes:explicit>YES ou NO</itunes:explicit>
<itunes:keywords>Palavras chaves</itunes:keywords>
<itunes:summary>Slogan do Podcast</itunes:summary>
<itunes:subtitle>Subtí­tulo do Podcast</itunes:subtitle>
<itunes:image href="Link da imagem"/>
<itunes:author>Nome do Autor</itunes:author>
<webMaster>URL</webMaster>
<copyright>Frase com direitos reservados do site</copyright>
<language>pt-br</language>
<title>Tí­tulo do podcast</title>
<link>URL do site</link>
<description>Descriçío do site</description>
<pubDate>Sun, 02 Sep 2012 00:01:00 -0300</pubDate>
<itunes:owner>
<itunes:name>Nome do Podcast</itunes:name>
<itunes:email>e-mail do podcast</itunes:email>
</itunes:owner>
<image>
<title>Tí­tulo da imagem</title>
<link>URL redirecionada da imagem</link>
<url>URL da imagem</url>
</image>
<item>
<author>Tí­tulo do Podcast</author>
<title>Tí­tulo do Episódio</title>
<description>Descriçío do episódios</description>
<link>Link do episódio</link>
<pubDate>Dia, Data Hora -0300</pubDate>
<itunes:duration>Duraçío do episódio</itunes:duration>
<itunes:keywords>Tags do episódio</itunes:keywords>
<itunes:summary>Descriçío do episódios para iTunes</itunes:summary>
<itunes:subtitle>Descriçío do episódios para iTunes</itunes:subtitle>
<itunes:author>Autor do episódio para iTunes</itunes:author>
<itunes:explicit>YES ou NO</itunes:explicit>
<itunes:block>no</itunes:block>
<enclosure url="Link do arquivo MP3" length="Tamanho do Arquivo" type="audio/mpeg"/>
</item>
</channel>
</rss>

Depois disso será preciso modificar apenas as palavras e frases que estío em vermelho colocando de acordo com a descriçío delas.

Após digitar todo o código, salve o arquivo com a extensío. XML. Coloque o arquivo em seu servidor e use a URL como feed, (http://seusite.com.etc/feed.xml).

Miro (2014) explica que o conteúdo que se encontra dentro da tag item (<item> </item>) define um episódio do podcast, portanto, para acrescentar mais episódio basta repetir o conteúdo dessa tag, colocando o episodio mais recente sempre logo abaixo das tags de identificaçío do site.

CRIAí‡íƒO DO FEED ATRAVÉS DO DROPBOX

Outra forma de criar um feed é utilizando o Dropbox. Nesse caso existem aplicativos e sites que criarío o feed e o Dropbox servirá para armazenar os arquivos. Portanto é preciso ter uma conta no Dropbox para utiliza-los.

Aqui será apresentado o tutorial do JustCast.

1º Passo: Acesse o endereço: http://justcast.herokuapp.com/ e clique em Get Started.

2º Passo: Acesse sua conta do Dropbox para vincular o aplicativo JustCast, na tela seguinte clique em Permitir.

3º Passo: Em seu Dropbox será automaticamente criado o endereço: Aplicativos > JustCast > Example.

Dentro da pasta example se encontra um arquivo de áudio de exemplo. A pasta example pode ser renomeada, ou entío pode-se criar outras pastas dentro de Aplicativos > JustCast.

Os episódios do podcast devem ficar dentro da pasta criada, ou renomeada, caso use a pasta example.

4º Passo: Para cada pasta criada no Dropbox, será gerado um feed.

Clicando em Share irá gerar o endereço do feed, como mostra a figura 12. Este é o endereço que deve ser assinado para que o ouvinte baixe os arquivos em seu agregador de podcast.

5º Passo: Para editar as informações do feed, basta clicar em Edit (ao lado de Share), e preencher os campos.

6º Passo: Para acrescentar mais episódios basta colocar os arquivos na pasta criada dentro do Dropbox.

GRAU DE DIFICULDADE EM CRIAR UM FEED

Apresentado o conceito de feed e toda a tecnologia envolta da produçío de um podcast, além de algumas das diversas formas de criar um feed. Agora é possí­vel refletir se a criaçío de um podcast, em relaçío ao feed, é algo simples ou se é preciso ter conhecimentos profundos de lógica e linguagens. Será que uma pessoa que nunca se relacionou com conceitos de XML poderia criar um podcast em pouco tempo e sem muito esforço?

Segundo Primo (2005), um podcast -œpode ser produzido por uma única pessoa tendo como recurso apenas um microfone ou gravador digital, um computador conectado na internet e algum servidor na rede para armazenamento de seus programas e do recurso RSS-.

Para Assis (2010), a produçío de um podcast é relativamente fácil, -œo que permite com que qualquer pessoa que queira criar seu próprio conteúdo possa distribui-lo por esse formato-.

Em pesquisa feita para esse artigo, referentes í  dificuldade que um produtor de podcast considera ter em criar o feed de seu podcast foram obtidas 18 respostas, apesar de ser um valor baixo, é suficiente para ajudar ter uma rápida visualizaçío da proposta desse artigo.

Outra questío abordada é como o produtor aprendeu a produzir podcast. Como mostra a figura 14 a seguir, a maior parte foi através de tutoriais encontrados na internet.

Referentes as formas de criar um feed, dentre diversas opções como: plug-ins para WordPress (Podpress e Powerpress), forma manual, Dropbox, PodOmatic e Soundcloud. A maior parte das respostas (11 respostas) foram referente aos plug-ins de WordPress, enquanto 6 pessoas responderam utilizar a forma manual e apenas um informou outra resposta, no caso a opçío PodOmatic.

Mesmo sendo uma mí­dia recente, nío é difí­cil de conseguir informações sobre como criar um podcast, tanto na questío de produçío do arquivo em si (que nío abordamos nesse artigo) quanto í  criaçío do feed. Sites focados inteiramente nessa mí­dia, como, por exemplo, o mundopodcast.com.br, possuem inúmeros tutoriais, dicas e artigos referente a criaçío de feed, seja manual, utilizando plug-ins, entre outros. No próprio site da Apple é possí­vel encontrar exemplos de feed RSS, dicas e como colocar o podcast na iTunes Store.

Existem também podcasts voltados para isso, como o Metacast, do Pablo de Assis, conhecido como -œum podcast que fala de podcast-, e o Alô Tenica, de autoria de Leo Lopes, que além do podcast também realiza workshops sobre a mí­dia. É preciso deixar claro que todos esses exemplos nío se prendem apenas a criaçío do feed e sua linguagem XML, pois também falam sobre como gravar, editar, divulgar um podcast, além de outros assuntos sobre a mí­dia, mas importante notar que as informações contidas nesses nío sío voltadas para pessoas experts em tecnologia, pelo contrário. Além disso, esse costume de apresentar a mí­dia, seus conceitos e instruções demonstra como as pessoas dentro desse ramo (por muitos chamados de -œpodosfera-) estío dispostos a propagar tal mí­dia.

CONSIDERAí‡í•ES FINAIS

O podcast é o produto da mí­dia podcasting, mí­dia geralmente em formato de áudio, e que devido a isso é comparada com o rádio, mas que apesar de tanto o rádio quando o podcasting possuí­rem semelhanças, o segundo se diferencia a ponto de se tornar singular. Tais caracterí­sticas únicas do podcasting se devem a sua tecnologia, tanto pelo fato de ir além da simples emissío sonora, quanto poder carregar imagens, textos e links. Além disso, a caracterí­stica de ser mí­dia atemporal e portátil, onde um episódio de podcast pode ser ouvido a qualquer momento, e em qualquer local, até mesmo quando o ouvinte estiver off-line. Para isso, basta que o ouvinte assine o podcast de sua escolha em um agregador de feed, e os novos episódios serío baixados automaticamente assim que se conectar í  internet. Essa qualidade de assinatura é talvez a caracterí­stica principal de um podcast, relacionada ao conceito em si de podcasting, e está diretamente ligada a sua tecnologia, chamada de feed RSS, construí­da por meio da linguagem de marcaçío XML.

Assinar o podcast é um processo simples, pois se limita apenas em inserir o endereço do feed de determinado podcast em um agregador, na maioria das vezes esse endereço se encontra no próprio site do produtor do podcast.

assine podcasts

Produzir um podcast por sua vez demanda trabalho maior, que vai desde o desenvolvimento do tema, gravaçío, ediçío de áudio, até a criaçío do feed, hospedagem deste e do arquivo, publicaçío e divulgaçío. Mesmo assim nío é algo difí­cil e pode de fato se feito por uma única pessoa, sem precisar de conhecimentos aprofundados. Ainda mais no que tange a criaçío do feed do podcast, o foco desse artigo, mesmo sendo a parte mais tecnológica e técnica do podcast. A criaçío de um feed de podcast segue caminho, linguagem e formato especí­ficos para que funcione, mas isso acaba sendo um facilitador para quem produz, já que basta seguir o passo-a-passo para conseguir. Além de que a atualizaçío de um podcast acaba sendo um processo que irá se repetir, tornando o produtor cada vez mais acostumado com a tarefa. Outro facilitador sío os diversos plug-ins e aplicativos para tal criaçío, como: Podpress, Powerpress, etc, os quais poupam boa parte do trabalho de criaçío, vendo que o produtor do podcast muitas vezes nem mais precisará manipular a linguagem XML. Pelo contrário, terá apenas que interagir com a interface gráfica autoexplicativa.

Mesmo que o criador de um podcast tenha alguma dificuldade ou dúvida, ainda mais sendo o primeiro contato com essa mí­dia e tecnologia, é possí­vel encontrar inúmeros tutoriais na internet, tanto em texto, quanto em áudio, além de palestras e aulas que ocorrem durante o ano.

Por fim, os produtores de podcasts no Brasil se unem no que chamam de -œpodosfera- e, como entusiastas dessa mí­dia, é comum que estejam dispostos a divulgar e ajudar quem precisa e queira se tornar novo podcaster.

Para ser capaz de criar um podcast é preciso que a pessoa tenha noçío de tecnologia, mas nío ser um desenvolvedor ou algo do gênero. Precisa ter ideia de que um software ou uma página na web possui uma linguagem por trás para que o mesmo exista e funcione, mas nío precisa necessariamente ser programador. Necessita, por exemplo, saber que o botío escrito -œUpload- tem a funçío de colocar um arquivo na internet, mas nío precisa saber quais protocolos sío necessários para isso, como funcionam, ou mesmo o que sío protocolos. É esse o ní­vel de conhecimento que a pessoa precisa ter para criar feeds de podcast.

REFíŠRENCIAS

  • ASSIS, Pablo de. Podcasting como ferramenta de distribuiçío de conteúdos digitais via internet. In: XXXIII CONGRESSO BRASILEIRO DE CIíŠNCIAS DA COMUNICAí‡íƒO, 2010, Caxias do Sul, RS.
  • PASSARIN, Darley; BRITO, Parcilene F. de. RSS no desenvolvimento de uma Central de Noticias. In VII ENCONTRO DE ESTUDANTES DE INFORMíTICA DO ESTADO DE TOCANTINS, 2005, Palmas.
  • PRIMO, A. Para além da emissío sonora: as interações no podcasting. Intexto, Porto Alegre, 13, 2005.
  • ASSIS, Pablo de. O imaginário do rádio e o podcast. COMUNICOLOGIA: Revista de Comunicaçío e Epistemologia da Universidade Católica de Brasí­lia. Brasí­lia, n. 9, 2011.
  • ALMEIDA, Maurí­cio B. Uma introduçío ao XML sua utilizaçío na Internet e alguns conceitos complementares. Disponí­vel em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n2/12903>
  • LUIZ, Lucio et al. O podcast no Brasil e no mundo: democracia, comunicaçío e tecnologia. In: IV SIMPí“SIO NACIONAL ABCIBER, 2010, Rio de Janeiro, RJ.
  • FOSCHINI, Ana C; TADDEI, Roberto R. Conquiste a Rede: Podcast. Disponí­vel em: <http://www.anacarmen.com/conquiste-a-rede/> Acesso em: 28/09/2014
  • W3SCHOOLS. RSS <enclosure> Element. Disponí­vel em: <http://www.w3schools. com/rss/rss_tag_ enclosure.asp> Acesso em: 28/09/2014
  • MIRO, Thiago. Como criar um feed manual para podcast. Disponí­vel em: <http://mundopodcast.com.br/podcasteando/criar-feed-manual-podcast/> Acesso em: 28/09/2014
  • RACUM TECNOLOGIA. O guia definitivo de feeds RSS para podcast. Disponí­vel em: <http://www.racum.com/artigos/guia-definitivo-feeds-podcast/>. Acesso em: 28/09/2014
  • PEREIRA, Ana P. O que é XML?. Disponí­vel em: <http://www.tecmundo.com.br/ programacao/1762-o-que-e-xml-.htm> Acesso em: 28/09/2014
  • PICíƒO, Marcos E. Criando um feed RSS manualmente. Disponí­vel em: <http://www.hardware.com.br/dicas/criando-feed-rss.html>. Acesso em: 28/09/2014
  • ALVAREZ, Miguel A. O que é podcast. 2009. Disponí­vel em: <http://www.criarweb.com/artigos/o-que-e-podcast.html>. Acesso em: 28/09/2014.

CONSULTAS

  • LUIZ, Lucio; ASSIS, Pablo de. O crescimento do podcast: origem e desenvolvimento de uma mí­dia da cibercultura. In: SIMPí“SIO ABCIBER, 3., 2009, Sío Paulo. 3º Simpósio Nacional de Pesquisadores em Cibercultura. Sío Paulo: ABCiber, 2009.
  • LUIZ, Lucio et al. Reflexões sobre o podcast. 1ª ediçío. Rio de Janeiro: Marsupial Editora, 2014.